A Europa registrou os piores dos dados de desemprego desde a criação do euro. O começo de 2013 não traz boas notícias para o continente. A taxa de desemprego na zona do euro chegou a 11,8% em novembro, um novo recorde. Dois milhões a mais de pessoas perderam o trabalho e agora os desocupados são 18,82 milhões.
Seis milhões estão apenas em um país: a Espanha. Um deles é o cinegrafista Jorge Toledo, que há um ano tenta uma vaga. "A situação é muito desanimadora, não vejo mudanças no curto prazo", diz. Para quem está começando no mercado de trabalho, o pessimismo é ainda maior. Na Itália, um em cada três jovens está parado. A taxa de 37% é a mais alta desde 1992.
Em uma das maiores agências de emprego de Roma, quem oferece trabalho rejeita os contratos regulares. "O próximo governo precisa pensar no futuro e não se comportar como no passado”, diz Michele Andaloro, que trabalhou durante o Natal e agora está desocupado.
O presidente do Instituto Italiano de Estatística diz que não há razão para esperar um cenário melhor em algumas semanas ou meses. Analistas consideram a falta de emprego crônica como um dos dramas atuais da Itália. A participação dos jovens, mulheres e idosos no mercado de trabalho é uma das mais baixas do mundo industrializado.
Desde o início da crise em 2008, o desemprego na zona do euro coleciona recordes de alta. Em dezembro de 2007, a taxa era de pouco mais de 7%. Aumentou quase um ponto no fim de 2008 e depois ficou na casa dos 10%. Terminou 2011 com 10,4% e atingiu, em novembro de 2012, quase 12%, como vimos na reportagem.
Os países submetidos às políticas de austeridade são os que mais sofrem. Na Espanha e na Grécia, o desemprego alcança níveis altíssimos, os maiores da Europa. Entre os jovens, a situação é terrível.
Nos dois países, mais da metade da população entre 15 e 24 anos está fora do mercado de trabalho. Já a Alemanha, mesmo com a crise, consegue manter uma taxa baixa também entre a população jovem. Os dados foram divulgados pelo escritório de estatísticas da União Europeia.
(G1)